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Eletrônica Industrial
Aula11:
Dispositivos
Optoeletrônicos
São os dispositivos que de alguma forma são ativados pela radiação luminosa que pode ser visível ou não.
LDR (Light Dependent Resistor)
O foto resistor ou LDR é um dispositivo cuja resistência elétrica diminui quando aumenta a incidência de radiação luminosa. Existem em diversos tamanhos e potencia, a figura a seguir mostra o símbolo e o aspecto físico e são usados em detecção de fumaça, alarmes de segurança e roubo, controle de luminosidade, contagem de peças, etc.
( a ) ( b )
Fig01: LDR ( a ) símbolo ( b ) resposta espectral
A figura a seguir mostra duas aplicações típicas de detecção de luz, a primeira usando transistor e a segunda usando amplificador operacional.
( a ) ( b )
Fig02: circuitos de detecção de luz ( a ) com transistor ( b ) com amplificador operacional
Na figura02a na presença de luz o circuito é ajustado (potenciômetro de 47K) para que o transistor corte. Na ausência de luz (escuro) a resistência do LDR aumenta aumentando a tensão nele o que faz o transistor saturar ligando o relé.
Na fig02b no escuro a tensão na entrada não inversora deve ser levemente inferior à tensão na entrada inversora, desta forma a saída do amplificador operacional é aproximadamente zero e portanto o relé estará desligado. Quando o LDR for iluminado a tensão na entrada n ao inversora aumentara fazendo a saída do AO subir para aproximadamente 12V o que faz o transistor saturar ligando o relé.
Fotodiodo e Fototransistor
Um foto diodo funciona ao contrario do LED, isto é, ao receber uma radiação luminosa, na junção, produzirá uma corrente que será proporcional à intensidade luminosa. São usados basicamente para detectar a intensidade luminosa, a posição, cor e a presença. A figura a seguir mostra a polarização e a curva característica. Cada uma das curvas da figuraxxx é para um nível de intensidade luminosa.
( a
) ( b )
Fig03: fotodiodo( a ) polarização ( b ) curva característica
Com o dispositivo no escuro a corrente será devido aos portadores gerados termicamente (portadores minoritários), essa corrente é chamada de corrente no escuro, IS.
Com a incidência de luz na junção a corrente aumentará pois novos portadores de carga serão gerados. A corrente total (IT) através da junção será dada por:
IT= IS+IIL
IS é a corrente de saturação
IIL é a corrente devido à radiação incidente
O fotodiodo tem um pico de resposta para um determinado comprimento de onda, para o qual é produzido o máximo numero de pares eletron-lacuna.
Com o dispositivo no escuro a corrente através da junção (IS) corresponde à corrente devido aos portadores minoritários os quais são gerados termicamente. Com a incidência de radiação luminosa na junção a corrente aumentará pois novos portadores de carga (elétrons livres e lacunas) serão gerados. A corrente total através da junção será dada por:
IT = IS + IIL
onde IS é a corrente de reversa de saturação devido aos portadores gerados termicamente, portanto essa componente depende da temperatura, também é chamada de corrente no escuro.
IIL é a corrente devido a incidência da radiação luminosa
O foto diodo tem um pico de resposta para um determinado comprimento de onda (cor), para o qual será gerado o maximo de pares eletron-lacuna, sendo maxima ao redor do comprimento de onda de 0,85μm.
O fototransistor é mais sensível que o fotodiodo, gerando uma corrente β vezes maior, porem tem uma resposta em freqüência proporcionalmente menor. A resposta espectral está mostrada na figura a seguir.
Fig05; Fototransistor - Exemplo de resposta espectral Fonte: Detecting Infrared Radiation with a Phototransistor and an IR Filter; Edward V. Lee, American Physical Society, College Park, MD
A figura a seguir mostra a polarização do fototransistor na configuração emissor comum, a curva característica, e o circuito equivalente. Para a configuração emissor comum, a saída é baixa quando o dispositivo é iluminado e alta quando está no escuro,
Fig06; Fototransistor (a ) e ( b ) configuração emissor comum ( c ) circuito equivalente ( d ) curva característica de coletor
Outra alternativa é a configuração coletor comum, figura07, na qual a saída será alta com o dispositivo iluminado. A terceira alternativa é usada quando, o terminal da base estiver disponível e for desejado uma diminuição na sensibilidade do fototransistor.
O fototransistor pode operar no modo ativo e no modo chave. No modo ativo a saída será proporcional à intensidade luminosa, essa aplicação é usada nos casos em que se deseja comparar níveis de intensidade de radiação ou mesmo medir a intensidade da radiação. No modo chave a saída será ou Vcc ou aproximadamente zero.
Fig07; Fototransistor polarizado ( a ) na configuração coletor comum ( b ) com terminal de base acessivel
A corrente de coletor no escuro é dada por:
IC= β.IS=IE
Na presença de radiação portadores adicionais serão gerados, fazendo aparecer uma corrente IIL que será adicionada à corrente no escuro. Acorrente total será dada por:
IC= β.( IIL + IS) desta forma a corrente produzida pela radiação luminosa será multiplicada por β. Pelo modelo podemos verificar a equivalência entre um fototransistor e um fotodiodo ligado a um transistor comum.
Acoplador Ótico
Um acoplador ótico ou isolador ótico é similar a um transformador, no qual a saída é isolada eletricamente da entrada, no transformador o acoplamento é feito magneticamente e no acoplador ótico é feito através de radiação luminosa.
Internamente ele tem um diodo emissor infravermelho (IR) e um fotodetetor em um mesmo bloco. A energia radiante emitida pelo diodo é emitida através de um elemento transparente e de alta isolação elétrica, não existindo nenhuma conexão elétrica entre a entrada e a saída. A figura a seguir mostra o principio de funcionamento de um acoplador ótico
Fig08: acoplador ótico aspectos construtivos
A capacidade de transmitir o sinal da entrada para a saída é dada através da relação de transferência (CTR), a qual depende da eficiência do LED, do detector, da distancia entre o emissor e o receptor, da superfície e sensibilidade do detector.
Os três principais parâmetros de um acoplador ótico são:
Acoplador Ótico Comercial
O acoplador ótico 4N25 (4N26,4N27,4N28,4N35,4N36) são acopladores óticos de propósito geral com 6 pinos Dual In Line.
A figura a seguir mostra o encapsulamento e o esquemático interno.
Fig09: 4N25 ( a ) encapsulamento branco ( b ) encapsulamento preto ( c ) esquemático
A figura a seguir mostra algumas das curvas características do acoplador ótico 4N25.
Fig10: ( a ) curva característica de entrada ( b ) relação de transferência normalizada em função da corrente de entrada (corrente no LED)
O acoplador ótico mais conhecido é o que tem como fotodetector um foto transistor mas existem inúmeros outros tipos de elementos de saída: foto diodo, fotodarlington, fotoscr, fototriac, etc.
É importante lembrar sempre da freqüência de operação (banda passante), ela é tanto menor quanto maior o ganho do fotosensor. Por exemplo, para o acoplador ótico com o fodiodo a banda passante pode ser da ordem de MHz, para o fototransistor centenas de KHz, para o fotodarlington algumas dezenas de KHzComutadores e Refletores Óticos
São basicamente um emissor e um receptor em um mesmo modulo mas com abertura que permita a colocação de um anteparo para cortar o feixe, no caso do interruptor, ou de um anteparo para refletir o feixe, no caso do modulo refletor. A figura a seguir mostra, de forma simplificada, o principio de funcionamento.

Fig11: Refletor ótico ( a ) aspecto físico ( b ) esquemático ( c ) dimensões (mm)
Um exemplo de refletor ótico é o QRE00034 da Fairchild, o qual consiste de um diodo emissor infravermelho e um foto transistor montados lado a lado em um eixo convergente. O foto transistor responde à radiação somente quando um objeto refletor no seu campo de visão.

( a ) ( b ) ( c )
Fig 12: interruptor ótico ( a ) aspecto físico ( b ) esquemático ( c ) dimensões (mm)Um exemplo de interruptor ótico é o MOC70P1 da Fairchild. Esses dispositivos são usados principalmente em controle e posicionamento de motores. Por exemplo, a figura 5.15 mostra um disco no qual existe uma ranhura (poderia ser um orifício), à medida que o eixo gira quando a ranhura estiver alinhada com o feixe o transistor de saída satura e quando o feixe for cortado o transistor corta gerando uma onda quadrada na saída. A freqüência da onda quadrada será proporcional à rotação do eixo e ao numero de ranhuras.

Fig 13: Interruptor ótico como sensor de movimento