CIRCUITO
1:
Neste circuito o angulo de disparo é no máximo 90º, pois
a tensão de anodo e a tensão de gate estão em fase. O diodo
protege o gate de tensão reversa no semi ciclo negativo. Se RV aumentar o angulo de disparo
aumenta, pois será necessário mais corrente ( portanto mais tensão)
para disparar o SCR.
Fig01: Circuito de disparo1
CIRCUITO2:
No circuito a seguir o capacitor atrasa a tensão de gate em relação
à tensão de anodo , permitindo que
o SCR possa disparar além de 90º no semiciclo positivo. No
semiciclo negativo O diodo D1 impõe sempre as mesmas condições
iniciais no começo de cada semi ciclo positivo.
Fig02: Circuito de disparo2
CIRCUITO3:
O circuito da Fig3 permite
um controle de disparo de quase 0º a quase 180º, permitindo um controle
da potência de aproximadamente máxima potência a quase zero.
Fig03: Circuito de disparo3
DISPARO POR PULSO
Em algumas aplicações é importante que o angulo de disparo não se altere quando trocamos um SCR por outro (de mesmo nome).Um exemplo é em retificação polifásica controlada, o angulo de disparo deve ser igual em todas as fases. Devido às diferenças existentes nas características de gate entre SCR’s da mesma família, se usássemos os circuitos anteriores caso o SCR fosse trocado o angulo de disparo mudaria. A diferença é tanto maior quanto mais lenta for a variação da tensão de gate. A Fig4 mostra como a velocidade da tensão (dv/dt ) influencia o angulo de disparo.

Fig4: Influência da velocidade de crescimento da tensão de gate na mudança do angulo de disparo
Podemos
notar na Fig4 que o retardo introduzido (Dt
) quando o disparo é feito por pulso é praticamente nulo, isto
é, caso o pulso tenha
amplitude e duração
suficientes ao ser aplicado dispara todos os SCR’s no instante que é
aplicado independentemente da amplitude
da tensão de disparo de gate (VGT). As diferenças
existentes nas características de gate não influenciam no angulo
de disparo quando este é feito por pulso. A Fig5 mostra o circuito de
disparo por pulso mais simples.

Fig5: Circuito de disparo por pulso.

Fig6:
Forma de onda do circuito da Fig5
Da
Fig6, é importante observar que é o primeiro
pulso que dispara o SCR, quando começa o semiciclo, os pulsos
subsequentes não afetam mais o circuito. É importante notar também
que no final do ciclo como a tensão no Zener
(e conseqüentemente no UJT ) vai a zero, nesse instante o capacitor estará
descarregado totalmente, e portanto quando se iniciar novo semiciclo as condições iniciais
serão as mesmas. Este sincronismo é importante para que o ângulo
de disparo não mude de ciclo para ciclo, o que ocorreria se a alimentação
do UJT fosse obtida de um circuito à parte.
TRANSFORMADOR
DE PULSO
Deve
ser usado quando houver necessidade de
isolar o circuito de controle do
circuito de potência, ou ainda quando a tensão
CC em RB1 , estando o
UJT cortado, for suficiente para disparar o SCR. Os transformadores de pulso são usualmente do tipo 1:1 (um
secundário) ou 1:1:1 (dois secundários). Uma aplicação
importante desses dispositivos é quando se deseja disparar
dois SCR’s em anti-paralelo,
como na Fig7. Observe que não é possível
a ligação do mesmo circuito de disparo no gate
dos dois SCR’s
pois isso colocaria em curto
circuito o anodo e o catodo dos dois SCR’s.
A solução é o uso de um transformador de pulso 1:1:1 como
na Fig1.23b. O circuito de disparo é o mesmo da Fig1.21 com o resistor
RB1 sendo substituído pelo primário do transformador.
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( a ) |
( b ) |
Fig7: Disparo de SCR’s
em antiparalelo usando transformador de pulso |
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No
semiciclo positivo da tensão de entrada dispara o SCR1 para um determinado angulo de disparo qF. Observe que os dois SCRs recebem pulsos
positivos, mas só aquele com
anodo positivo em relação ao catodo conduz conduzirá.
No semiciclo negativo será
o SCR2 que dispara para o mesmo angulo de disparo. A Fig8 mostra a forma de
onda na carga para o circuito da Fig7b.

Fig8:
Forma de onda no disparo por SCR’s
em antiparalelo usando transformador de pulso 1:1:1
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Para cada circuito pede-se: a) Desenhar o gráfico da tensão na carga em função do ângulo b) Calcular a tensão média e a tensão eficaz c) Calcular a potência dissipada na carga.
Circuito
1

Circuito 2

2)
No circuito da Fig5 são dados
R = 50K C = 0,1uF h =0,7 f = 60Hz
Vz=15V .
Pede-se : a) Desenhar os gráficos das tensões na carga, Zener
e no SCR indicando o ângulo de disparo. b) Tensão média
na carga e dissipada.
3) No circuito
da Fig5 qual deve ser o valor de R
para que o ângulo de disparo seja igual a 90º sabendo-se
que C= 0,1uF
h=0,7 e
f = 50Hz