4.3 Programa Supervisório.

Assim como as IHM´s, os programas Supervisórios podem ser utilizados para a monitoração e modificação de parâmetros dentro de um CLP.
Seu sistema funciona a partir de um computador comum, que através do Mouse ou Teclado, o usuário possa acessar qualquer parâmetro dentro de um sistema automatizado.

4.3.1 Princípio de programação:

Inicialmente, programa-se uma tela com o desenho do sistema supervisionado, como mostrado na figura 7.3.1:

Fig. 4.3.1: Tela com o desenho do sistema supervisionado

Com a figura criada, basta acrescentar os mostradores de valor, indicadores de preset´s, botões de acionamento, associando o número do registrador do CLP  a cada elemento da tela.
Com um simples toque de mouse sobre o mostrador da variável, esta permite sua alteração.
Outra possibilidade, é a criação de várias telas inter-relacionadas permitindo a fragmentação do processo supervisionado. Em um sistema predial, cada tela poderia representar um pavimento ou sala.
Neste sistema, devido a utilização um computador comum e além de possuir as mesmas possibilidades de uma IHM, pode-se gerar banco de dados de registros, o que permitiria, por exemplo, armazenar o consumo diário de água de vários apartamentos durante um ano.

Não se pode pensar que, utilizando um sistema supervisório, o usuário não necessite de IHM, pois suas aplicações possuem algumas características como relacionado abaixo:

IHM:

-    Possui robustez para serem empregadas em ambientes hostis sujeitos a umidade, poeira, ruídos de rede, etc.

-     Por não possuir elementos mecânicos como winchester, não estão sujeitas a erros de leitura e interpretação do programa nelas instalados.

-     Não permitem armazenar dados para bancos de dados.

-      Têm tamanho físico reduzido, o que facilita sua instalação em painéis, puptos, etc..

Programas Supervisório:

-         Possuem estrutura delicada, e devem ser instalados em computadores (de preferência industriais) em sala especialmente preparada (temperatura controlada) e sistemas de No-break.

-         Exigem grande espaço físico na instalação. (no mínimo 2m2). 

-         Permitem armazenar grandes bancos de dados.

-         Permitem animações.

-         Possibilidade de utilização para a finalidade de computador.

Possuem grande capacidade gráfica.

5. CONCLUSÃO

Este trabalho é apenas o início de um caminho que deverá ser trilhado, para chegar aos detalhes que cada profissional necessita para o desenvolvimento de um sistema.

É muito importante o desenvolvimento da capacidade de análise do equipamento a ser utilizado, deixando claro que não apenas o fator “Preço” deva ser levado em consideração na escolha mas, também o fator “Custo” que engloba disponibilidade, atendimento pós venda, treinamento, facilidade de instalação e operação, versatilidade de emprego, qualidade, durabilidade,  entre outros, que deverão ser questionados conforme a necessidade e conveniência da cada caso.

6. BIBLIOGRAFIA

[1]   CASTRO NETO, J. S. Edifícios de Alta Tecnologia. Editora Carthago & Forte. São Paulo, 1994.
[2]   FACCIONI Fº., M. Qualidade  de  energia  em  edificações como  resultado  de  planejamento e  projeto  integrados.  Revista InTech Brasil.  ISA Distrito 4.  FCC  Editora,  São Paulo.  Ano  IV.  nº 37,  p.60 a 62, 2001.
[3]   MARTE, C. L. Automação Predial: A inteligência distribuída nas edificações. Editora Carthago &

 

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